sábado, 14 de julho de 2012

CARIDADE DO ENTENDIMENTO

"Agora, pois, permanecem estas três, a fé, a esperança e a caridade;porém, a maior destas é a caridade". - PAULO (I Corintíos, 13:13.)
Na sustentação do progresso espiritual precisamos tanto da caridade quanto do ar que nos assegura o equilíbrio orgânico.
Lembra-te de que a interdependência é o regime instituído por Deus para a estabilidade de todo o Universo e não olvides a compreensão que devemos as todas as criaturas.
Compreensão que se exprima, através de tolerância e bondade incessantes, na sadia convicção de que ajudando aos outros é que poderemos encontrar o auxílio indispensável à própria segurança.
À frente de qualquer problema complexo naqueles que te rodeiam, recorda que não seria justa a imposição de teus pontos de vista para que se orientem na estrada que lhes é própria O criador não dá cópias e cada coração obedece a sistema particular de impulsos evolutivos.
Só o amor é o clima adequado ao entrelaçamento de todos os seres da Criação e somente através dele integrar-nos-emos na sintonia excelsa da vida.
Guarda, em todas as fases do caminho, a caridade que identifica a presença do Senhor nos caminhos alheios, respeitando-lhes a configuração com que se apresentam.
Não te esqueças de que ninguém é ignorante porque o deseje e, estendendo fraternos braços aos que respiram atribulados na sombra, diminuirás a penúria que se extinguirá, por fim, no mundo, quando cada consciência ajustar-se à obrigação de servir sem mágoa e sem reclamar é que permaneceremos felizes na ascensão para Deus.
(Ceifa de Luz; Cap. 1)

sexta-feira, 13 de julho de 2012

PENSA UM POUCO

“As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas testificam de mim.” — Jesus. (JOÃO, CAPÍTULO 10, VERSÍCULO 25.)
É vulgar a preocupação do homem comum, relativamente às tradições familiares e aos institutos terrestres a que se prende, nominalmente, exaltan­do-se nos títulos convencionais que lhe identificam a personalidade.
Entretanto, na vida verdadeira, criatura alguma é conhecida por semelhantes processos. Cada Espírito traz consigo a história viva dos próprios feitos e somente as obras efetuadas dão a conhecer o valor ou o demérito de cada um.
Com o enunciado, não desejamos afirmar que a palavra esteja desprovida de suas vantagens indiscutíveis; todavia, é necessário compreender-se que o verbo é também profundo potencial recebido da In­finita Bondade, como recurso divino, tornando-se indispensável saber o que estamos realizando com esse dom do Senhor Eterno.
A afirmativa de Jesus, nesse particular, reveste-se de imperecível beleza.
Que diríamos de um Salvador que estatuísse re­gras para a Humanidade, sem partilhar-lhe as di­ficuldades e impedimentos?
O Cristo iniciou a missão divina entre homens do campo, viveu entre doutores irritados e pecadores rebeldes, uniu-se a doentes e aflitos, comeu o duro pão dos pescadores humildes e terminou a ta­refa santa entre dois ladrões.
Que mais desejas? Se aguardas vida fácil e si­tuações de evidência no mundo, lembra-te do Mestre e pensa um pouco.

(Pão Nosso; cap. 2)

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Homens e Anjos


Enquanto os anjos, sendo maiores em força e poder, não pronunciam contra eles juízo blasfemo diante do Senhor.” (II PEDRO, 2: 11)
É lastimável observar o grande número de pessoas que estão sempre dispostas a proferir sentenças blasfematórias, umas para com as outras. A leviandade domina-lhes as conversações, a mesquinhez corrompe-lhes as atividades nos mais diversos setores da vida.
Exceção feita aos sinceros cultivadores da luz religiosa, quase todos os homens se conservam à porta de situações ásperas em que o esforço difamatório lhes envenena a vida. Alimentam antipatias injustas para com os irmãos de atividade profissional, pelo próximo que lhes não aceita as idéias, pelos companheiros que se não afinam com os seus princípios. E como a lei é de compensação e troca, receberão dos colegas e dos vizinhos as mesmas vibrações destruidoras.
Guerras silenciosas, nesse sentido, têm, por vezes, secular duração.
Entretanto, o homem jactancioso está sempre rodeado pela ação benéfica de Espíritos iluminados e generosos, que, quanto mais revestidos de poder divino, mais se compadecem das fragilidades humanas, estendendo-lhes mãos acolhedoras para o caminho e jamais pronunciando juízos condenatórios diante do Senhor.
Toda vez que fores compelido a analisar os esforços alheios, recorda a palavra de Pedro. Não te esqueças de que as entidades angélicas, mananciais vivos e sublimes de força e poder, nunca enunciam sentenças acusatórias contra ti, diante de Deus.

(Caminho, Verdade e Vida; cap. 131)

quarta-feira, 11 de julho de 2012

EM SILÊNCIO

"Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos do
Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus." - Paulo. (EFÉSIOS, 6:6.)
Se sabes, atende ao que ignora, sem ofuscá-lo com a tua luz.
Se tens, ajuda ao necessitado, sem molestá-lo com tua posse.
Se amas, não firas o objeto amado com exigências.
Se pretendes curar, não humilhes o doente.
Se queres melhorar os outros, não maldigues ninguém.
Se ensinas a caridade, não te trajes de espinhos, para que teu contacto não
dilacere os que sofrem.
Tem cuidado na tarefa que o Senhor te confiou.
É muito fácil servir à vista. Todos querem fazê-lo, procurando o apreço dos
homens.
Difícil, porém, é servir às ocultas, sem o ilusório manto da vaidade.
É por isto que, em todos os tempos, quase todo o trabalho das criaturas é
dispersivo e enganoso. Em geral, cuida-se de obter a qualquer preço as
gratificações e as honras humanas.
Tu, porém, meu amigo, aprende que o servidor sincero do Cristo fala pouco
e constrói, cada vez mais, com o Senhor, no divino silêncio do espírito...
Vai e serve.
Não te dêem cuidado as fantasias que confundem os olhos da carne e nem
te consagres aos ruídos da boca.
Faze o bem, em silêncio.
Foge às referências pessoais e aprendamos a cumprir, de coração, a
vontade de Deus.



(Vinha de Luz; cap. 10)

terça-feira, 10 de julho de 2012

BRILHE VOSSA LUZ

Meu amigo, no vasto caminho da Terra, cada criatura procura o alimento
espiritual
que lhe corresponde à posição evolutiva.
A abelha suga a flor, o abutre reclama despojos, o homem busca emoções.
Mas
ainda mesmo no terreno das emoções, cada espírito exige tipos especiais.
Há sofredores inveterados que outra coisa não demandam além do
sofrimento,
pessimistas que se enclausuram em nuvens negras, atendendo a propósito
deliberado,
durante séculos. Suprem a mente de torturas contínuas e não pretendem
construir senão
a piedade alheia, sob a qual se comprazem.
Temos os ironistas e caçadores de gargalhadas que apenas solicitam
motivos para
o sarcasmo de que se alimentam.
Observamos os discutidores que devoram páginas respeitáveis, com o único
objetivo de recolher contradições para sustentarem polêmicas infindáveis.
Reparamos os temperamentos enfermiços que sorvem tóxicos intelectuais,
através
de livros menos dignos, com a incompreensível alegria de quem traga
envenenado licor.
Nos variados climas do mundo, há quem se nutra de tristeza, de
insulamento, de
prazer barato, de revolta, de conflitos, de cálculos, de aflições, de mentiras...
O discípulo de Jesus, porém - aquele homem que já se entediou das
substâncias
deterioradas da experiência transitória -, pede a luz da sabedoria, a fim de
aprender a
semear o amor em companhia do Mestre...
Para os companheiros que esperam a vida renovada em Cristo, famintos de
claridade eterna, foram escritas as páginas deste livro despretensioso.
Dentro dele, não há palavras de revelação sibilina.
Traduz, simplesmente, um esforço para que nos integremos no Evangelho,
celeiro
divino do nosso pão de imortalidade.
Não é exortação, nem profecia.
É apenas convite.
Convite ao trabalho santificante, planificado no Código do Amor Divino.
Se a candeia ilumina, queimando o próprio óleo, se a lâmpada resplende,
consumindo a energia que a usina lhe fornece, ofereçamos a
instrumentalidade de nossa
vida aos imperativos da perfeição, para que o ensinamento do Senhor se
revele, por nosso
intermédio, aclarando a senda de nossos semelhantes.
O Evangelho é o Sol da Imortalidade que o Espiritismo reflete, com
sabedoria, para
a atualidade do mundo.
Brilhe vossa luz! - proclamou o Mestre.
Procuremos brilhar! - repetimos nós.

(Vinha de Luz; prefácio)

segunda-feira, 9 de julho de 2012

NA ROTA DO EVANGELHO


“Recebei-nos em vossos corações ...”
Paulo (II Coríntios, 7:2.)
É razoável a vigilância na recepção dos ensinamentos evangélicos.
Tanto quanto possível, é imperioso manejar as ferramentas do maior esforço para
verificar-lhes a clareza, de modo a transmiti-las a outrem com a autenticidade precisa.
Exatidão histórica. Citação escorreita. Lógica natural.
Linguagem limpa. Comentários edificantes. Ilustrações elevadas.
Atentos à respeitabilidade do assunto, não será justo perder de vista a informação segura,
a triagem gramatical, a imparcialidade do exame e a conceituação digna, a fim de que
impropriedades e sofismas não venham turvar a fonte viva e pura da verdade que se
derrama originariamente do cristo para esclarecimento da humanidade.
Ainda assim, urge não esquecer que as instruções do divino mestre se nos dirigem acima
de tudo, aos sentimentos, diligenciando amparar-nos a renovação interior para que nos
ajustemos aos estatutos do bem eterno.
Eis o motivo pelo qual, em todos os serviços da educação evangélica, é importante
reflitamos no apontamento feliz do apóstolo Paulo:- “recebei-nos em vossos corações ...”

(Palavras de Vida Eterna; cap. 126)

domingo, 8 de julho de 2012

EXAMINA-TE



Nada faças por contenda ou por vanglória, mas por humildade.” - Paulo. (FILIPENSES, capítulo 2, versículo 3.)


O serviço de Jesus é infinito. Na sua órbita, há lugar para todas as criaturas e para todas as idéias sadias em sua expressão substancial.
Se, na ordem divina, cada árvore produz segundo a sua espécie, no trabalho cristão, cada discípulo contribuirá conforme sua posição evolutiva.
A experiência humana não é uma estação de prazer. O homem permanece em função de aprendi­zado e, nessa tarefa, é razoável que saiba valorizar a oportunidade de aprender, facilitando o mesmo en­sejo aos semelhantes.
O apóstolo Paulo compreendeu essa verdade, afirmando que nada deveremos fazer por espírito de contenda e vanglória, mas, sim, por ato de humildade.
Quando praticares alguma ação que ultrapasse o quadro das obrigações diárias, examina os móveis que a determinaram. Se resultou do desejo injusto de supremacia, se obedeceu somente à disputa des­necessária, cuida de teu coração para que o caminho te seja menos ingrato. Mas se atendeste ao dever, ainda que hajas sido interpretado como rigorista e exigente, incompreensivo e infiel, recebe as obser­vações indébitas e passa adiante.
Continua trabalhando em teu ministério, recor­dando que, por servir aos outros, com humildade, sem contendas e vanglórias, Jesus foi tido por imprudente e rebelde, traidor da lei e inimigo do povo, recebendo com a cruz a coroa gloriosa.

(Caminho, Verdade, e Vida; cap. 3)