sexta-feira, 23 de março de 2012

PACIÊNCIA EM ESTUDO

“É na vossa paciência que ganhareis as vossas almas.”
– Jesus (LUCAS, 21:19)
Todos necessitamos de paciência uns para com os outros, mas compete-nos igualmente
a todos estudar a paciência em sua função educativa.
Paciência!
É serenidade; calma, porém, não é aprovação ao desequilíbrio.
È compreensão; entendimento, no entanto, não é passaporte ao abuso.
È harmonização; ajuste, todavia, não é apoio à delinqüência.
È tolerância; brandura, entretanto, não é coonestação com o erro deliberado.
Paciência, sobretudo, é a capacidade de verificar a dificuldade ou o desacerto nas
engrenagens do cotidiano, buscando a solução do problema ou a transposição do
obstáculo, sem toques de alarde e sem farpas de irritação.
Em todos os aspectos da paciência, recordamos Jesus.
O Mestre foi, no mundo, o paradigma de semelhante virtude, mas não foi conformista.
Nunca se apassivou diante do mal, conquanto lhe suportasse as manifestações,
diligenciando meios de tudo renovar para o bem; e, em lhe lembrando a sinceridade e a
franqueza, não nos será lícito esquecer que o Cristo se revelou tão paciente que não
hesitou em regressar, depois da morte, ao convívio das criaturas humanas que o haviam
abandonado. Ainda assim, é forçoso reconhecer que ele se materializou perante os
discípulos que, em maioria, podiam ser iletrados e medrosos, mas suficientemente
sinceros para continuar-lhe a obra libertadora, e não diante dos fariseus, altamente
intelectualizados e profundos conhecedores das revelações divinas, mas habitualmente
atolados em conveniências e preconceitos e, por isso mesmo, capazes de omitir a
verdade e estabelecer a perturbação.

(Palavras de Vida Eterna; cap. 171)

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